Menos chuva, menos produção
- Equipe Braspulv

- 25 de nov. de 2021
- 2 min de leitura
Crise do clima reduz chuva e diminui produção em áreas agrícolas que rendiam o ano inteiro

Um dos motivos que fazem a agricultura brasileira ser uma potência mundial é a possibilidade da dupla safra —e pode ser até tripla. Isso significa ter mais de uma plantação e colheita no mesmo ano e no mesmo lugar.
Mas as mudanças climáticas, que estão reduzindo as chuvas, têm causado preocupações aos agricultores, impedindo essa colheita dupla e cortando a produção de alimentos. Para enfrentar isso, pesquisadores buscam alternativas de sustentabilidade.
Dentre as regiões produtoras afetadas, estão as do estado do Mato Grosso e o Matopiba, acrônimo das áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país.
Com escassez de chuvas, a segunda safra tem sido praticamente inviabilizada em áreas sem irrigação.
A realização de duas safras num mesmo local é importante para o país porque reduz a necessidade de expansão para outras áreas de produção e evita a supressão da vegetação nativa, que, mesmo sendo legal, não é bem vista por organizações e entidades que cobram redução do desmatamento e mais sustentabilidade.
Tradicionalmente, por conta das chuvas, o ano agrícola começa no Brasil no mês de setembro, quando são feitos plantios para colheita da primeira safra em janeiro. Logo em seguida, inicia-se a segunda safra, que vai até o final de abril —isto para culturas anuais, como de grãos, cujo ciclo é de quatro meses em cada safra.
Por ser mais lucrativa, a soja é a principal opção de plantio de primeira safra no país, e outras culturas como, milho, sorgo e trigo entram logo em seguida.
A terceira safra (maio a agosto) só é possível em áreas irrigadas. Mas, segundo pesquisadores, a crise climática global tem feito com que o período de chuvas no Brasil dure até seis meses.
Com isso, nas áreas sem irrigação está sendo possível uma boa primeira safra e uma segunda safra arriscada, já que as plantas, que necessitam de chuvas sofrem com a falta de água nos dois meses restantes do desenvolvimento.




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